segunda-feira, 29 de abril de 2013

Como disse 'padre Beto': "Ainda bem que não tem fogueira"


Excomungado por defender o amor ao próximo, Roberto Francisco Daniel, o "padre Beto", foi excomungado pela Igreja Católica depois de ter manifestado que iria se afastar da igreja. Neste último final de semana ele realizou seu último casamento e duas missas que estavam repletas por fiéis e admiradores da figura "padre Beto" que se tornou conhecida por sua mente  aberta, críticas a posições retrógradas da Igreja Católica e suas discussões acerca do direito de liberdade e igualdade.
Suas declarações de apoio não a homossexualidade como têm dito por aí, mas em favor a pessoa humana e de seu direito de viver e amar quem quiser veio depois e em repúdio as declarações, abusos e atitudes preconceituosas vindos do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos que desde sua posse causou indignação e revolta aos que defendem ou ao menos apóiam o direito de liberdade e igualdade no Brasil,  este (que prefiro não pronunciar mais o nome) foi eleito depois da renúncia do então presidente o deputado Domingos Dutra, em 7 de março. "Padre Beto" manifestou sua opinião acerca de um assunto mais que polêmico e isso não agradou, assim como não agradam a sociedade as pessoas que manifestam apoio e repúdio ao sistema, aos abusos e preconceitos. Uma coisa é a pessoa dizer ser contra o preconceito outra, bem diferente é realmente não ser preconceituosa e se posicionar contra, ter atitudes condizentes ao que diz e isso vale também para o racismo etc
É hora de nos analisarmos friamente e ver que posição estamos ocupando nesse mundo, avaliar será se nossas atitudes estão corretas? Melhor que fechar os olhos e brincar de faz de conta, não estamos aqui a passeio.
"Padre Beto" não disse nada de absurdo, tão pouco  declarou apoio ao homossexualismo como estão divulgando os sensacionalistas, apenas afirmou em sua declaração que existe  a possibilidade de amor entre pessoas do mesmo sexo.
Essa situação nos mostra claramente o retrato da sociedade em que vivemos e o porquê de ainda ter de levantar bandeira contra o preconceito e racismo. O que fica é a certeza de que ainda hoje prevalece no seio da igreja católica, assim como de outras religiões dogmáticas o regime autoritário onde a desobediência é amaldiçoada e excomungada. Preferem fechar os olhos a assuntos polêmicos que acontecem até mesmo dentro da igreja como pedofilia e  homossexualismo a adotar uma postura firme e aceitar que a sociedade não vive mais nos tempos medievais. O ser humano Roberto Francisco Daniel, o "padre Beto", sempre causou polêmica por suas declarações e posição progressistas, suas críticas com relação a Igreja Católica sempre incomodaram a cúpula local, não obedecer as ordens de retirar suas declarações, foi a desculpa que precisavam para expulsá-lo. Por sorte como ele mesmo disse: "Ainda bem que não tem fogueira".
"Padre Beto" sempre foi uma pessoa querida e admirada, e continuará sendo. Seus ideais humanitários e de amor ao próximo estão além da hipocrisia e mesquinharia da atual sociedade. Independente do que aconteça daqui pra frente, quem perde é a Igreja,  pedofilia, preconceito e o homossexualismo continuará, dentro e fora da Igreja.

Algumas de suas declarações

"Se refletir é um pecado, sempre fui e sempre serei um pecador", afirmou. "Quem disse que um dogma não pode ser discutido? Não consigo ser padre numa instituição que no momento não respeita a liberdade de expressão e reflexão".
Criticou a Igreja Católica também por "fechar os olhos" a problemas sociais e citou a situação de professores, policiais e aposentados que têm baixa remuneração. Falou ainda do sistema carcerário, definido como desumano e ridículo. (Folha de São Paulo)
"A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) deveria bater de frente com o Congresso Nacional, que pega o nosso dinheiro e faz pouco", disse. "Deixo a igreja e permaneço com minha coerência".

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